Solitária


Esquecida na cela, em suas prisões... ninguém a via.
Não entendiam a dor que ela sentia...
Oprimida, retida... pela sofrida despedida.
Em frequente tensão, a dor latejando no coração...
Imóvel (sem conseguir sair do lugar), noites a chorar.

... flor querida, ferida, sofrida...
Solitária em seu mundo, cativa, muda,
Em tristeza profunda.

Ansiava por afeto, pelo amor que um dia pousou em seu coração.
Inesquecível paixão, que a fez murchar...
Mas que um dia também a fez florir, sorrir, sonhar.

Doce ilusão, amarga decepção.
Do querer e não ter.
Do ter e não poder.
Conflito, confusão, na exatidão do ser.
Da flor, sofrendo pelo seu amor.

Nanda Olliveh

Comentários

  1. Pra amarmos temos que nos envolver, se lançar de braços abertos, sem medo. E consequentemente vamos nos apegando, iludindo. Iludindo? Se iludir é sonhar, planejar, inevitável, natural. Quem controla a emoção? Qual o mal em querer, em planejar. O sonho é a realidade que ainda não aconteceu, sonhar é apostar , acreditar que é possível, e só é possível se tentar. Bonito, Fê. Beijos!

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  2. Um poema lindo demais
    Parabéns Nanda!

    Beijo e um dia feliz

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  3. A menina solitária, foi embora,
    mas, não disse para onde
    por isso daqui a esta hora
    já estará, sim, muito longe!

    Te desejo amiga Nanda Olliveh, uma boa tarde, um beijo.
    Eduardo.

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  4. Hummmm... gostaria de poder ajudar essa personagem do poema... e que belo poema. Beijos, amiguinha.

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  5. Gosto desse turbilhão de sentimentos.
    beijogrande

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  6. Um mutismo que dói, e que às vezes ninguém entende. E nem sempre
    é assim tão fácil seguir em frente...Sofrer por amor é também um momento
    de luto.
    Muito belo, Nanda! E a música é linda.
    xx

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  7. Ao passar pela net afim de encontrar novos amigos e divulgar o meu blog, me deparei com o seu que muito admiro e lhe dou os parabéns, pois é daqueles blogs que gostaria que fizesse parte de meus amigos virtuais.
    Pois se desejar visite o Peregrino E Servo. Leia alguma coisa e se gostar siga, Saiba porém que sempre vou retribuir seguindo também o seu blog.
    Minhas cordiais saudações, e um obrigado.
    António Batalha.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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  8. O amor tem destas façanhas e fica o coração aos pulos.
    Mas em meio a angustia, a decepção, brotam poesias,
    há um recompor e renascer que parece demorado, mas o tempo se encarrega.
    Belo trabalho Nanda.
    Bom e lindo fim de semana com paz e muito amor.
    Abraços e beijo paz.

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  9. Ser prisioneira do amor dói muito e leva tempo a conseguir a liberdade. Mas consegue-se !

    Um belo e sentido poema querida Fê.

    Beijinhos da Fê :)

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