Doces dilemas



... doí muito saber que o telefone não irá mais tocar...
Que não precisarei mais lhe esperar...
Doí saber que você não estará mais aqui...
Enfim, tenho que seguir...

Nesse momento o frio da solidão abraça-me e,
Lembro-me do calor dos seus braços...
Das palavras ditas, da sua forma de amar enlouquecida...
Dos seus olhos nos meus... dizendo-me tantas coisas...

O que eu faço com essa saudade embrutecida?
Que rasga meu peito, que me deixa sem direito...
Sem o direito de lhe esquecer, de não sentir seu cheio no ar.
De não acalmar essa minha intensa vontade de lhe amar.


'' ... eu e os meus doces dilemas...
de amores que vem, de amores que vão...
Fazendo nascer agonia e poesia em meu coração... ''



Nanda Olliveh

Comentários

  1. Nanda, o poema é interessante, embora fale de solidão. Porém escrever poesia será sempre um ato solitário.
    Beijos

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    1. ''Porém escrever poesia será sempre um ato solitário.''

      Disseste bem, amigo Daniel!

      Beijos!

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  2. Li sua brilhante poesia, e fiquei com aquele gosto de amor incompleto, perdido em saudades. Parabéns !
    Abraços,
    Dan.

    http://gagopoetico.blogspot.com.br/

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    1. Certamente amigo poeta Daniel Andre! ...

      Beijos!

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  3. Um triste estado de Alma! Lindas e tristes palavras! Adorei

    Beijinhos
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  4. Tocante e triste poema lindamente feito!

    Beijos

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    1. Obrigada amiga Elzinha!

      Ontem estive em seu blog, li coisas lindas lá... mas não consegui comentar!

      Beijos!

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  5. Saudade é uma gavetinha que existe no amor.
    belo poema.
    beijos

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  6. Saudade é um fogo que queima em sua própria chama, que clama sem razão. Que chama sem mão. Que acena pro vazio. Um rio que não vai pro mar como vai todo rio. Um clamor sem audição. Grito abafado, (amar)go. Ausência de quem ama, vazio, clamor no deserto, caminhar incerto. Conversar com as paredes, intenso frio sem cobertor possível. Que só o abraço acolhedor, aquecedor, protetor, de quem agora não mais voltaria, resolveria... . As mais belas paginas são escritas, ironicamente, nesses momentos, Fê, em que o coração sangra. Tu é ótima, companheirinha. Beijos, visse? rs.

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